Há muito se
contagia o povo brasileiro acerca de suas mazelas sociais, muito se fala, pouco
se faz, pouco nos importamos com nossa família, muito menos com a sociedade em
que vivemos.
Não é de hoje
que os interesses materiais têm se sobreposto aos interesses morais e sociais,
a humanidade carrega essa característica desde os primórdios das civilizações e
com o tempo vem aprendendo a dominar esse instinto egoisticamente natural.
É o controle
dessas características, desses sentimentos , que nos
faz em tese mais inteligentes que os demais seres, assim em busca de tornarmos
o ambiente em que vivemos mais harmonioso, buscamos evoluir individualmente nos equilibrando entre o bem e o mal, o certo e o errado, percebendo que transitamos
diariamente entre esses polos.
Isso faz com
que nós, ainda, possamos sentir indignação ante a criança que morre pela
ausência de medicamentos básicos numa UTI neonatal, fruto da ganância de todos, da famigerada corrupção que tem manchado a humanidade e
revelado sentimentos ainda tímidos de indignação, antes não expressados como
hoje.
Há poucas
semanas um time inteiro de futebol deixou esse país em dias de profunda
tristeza. A princípio, a notícia de um acidente aéreo divulgado mundialmente
anunciava a morte de nossos irmãos, as investigações preliminares buscavam a
causa da queda do avião e, então, surpreenderam-nos com a notícia de que não houve
falha da máquina, dessa vez a falha foi do homem, mais uma vez, iludido com as
riquezas da matéria atribuiu menos importância à um bem maior, sem o qual
sequer é possível gozar dessas riquezas: a vida.
Ficamos
tristes, indignados, pois a ausência de abastecimento do veículo, elemento
essencial ao seu funcionamento foi o único fator da tragédia. Alguns se
indignaram com a falta de responsabilidade do piloto, acostumado a realizar
esse tipo de manobra, outros com o tamanho da perda. Mas alguém falou sobre o
que isso realmente representou para toda humanidade?
Até onde somos
induzidos em nossas vidas pela busca do que é material, além do suficiente para
nosso conforto e bem-estar? Quantos de nós nas direções de nossas vidas, de
nosso país adotamos manobras arriscadas e matamos pela ação ou omissão? Quantos
ainda precisarão dar a vida, quantas lágrimas serão
necessárias para lavar a nossa visão?
O comportamento
humano tem se desenvolvido de inúmeras maneiras, inclusive em novas formas de
dissimular o comportamento egoísta e ambicioso, a cada dia desenvolvemos novas
formas de escondermos nossos reais interesses escusos em prejuízo de outros.
Dizem que quando uma situação se repete demasiadamente em nossas vidas, serve para que possamos analisar com cuidado o que vivemos, pois estamos cometendo algum erro e até que ele se resolva não sairemos dessa etapa... até quando permaneceremos no erro?
Nenhum comentário:
Postar um comentário