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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Para Pensar ...

Há muito se contagia o povo brasileiro acerca de suas mazelas sociais, muito se fala, pouco se faz, pouco nos importamos com nossa família, muito menos com a sociedade em que vivemos.

Não é de hoje que os interesses materiais têm se sobreposto aos interesses morais e sociais, a humanidade carrega essa característica desde os primórdios das civilizações e com o tempo vem aprendendo a dominar esse instinto egoisticamente natural.

É o controle dessas características, desses sentimentos , que nos faz em tese mais inteligentes que os demais seres, assim em busca de tornarmos o ambiente em que vivemos mais harmonioso, buscamos evoluir individualmente nos equilibrando entre o bem e o mal, o certo e o errado, percebendo que transitamos diariamente entre esses polos.

Isso faz com que nós, ainda, possamos sentir indignação ante a criança que morre pela ausência de medicamentos básicos numa UTI neonatal, fruto da ganância de todos, da famigerada corrupção que tem manchado a humanidade e revelado sentimentos ainda tímidos de indignação, antes não expressados como hoje.

Há poucas semanas um time inteiro de futebol deixou esse país em dias de profunda tristeza. A princípio, a notícia de um acidente aéreo divulgado mundialmente anunciava a morte de nossos irmãos, as investigações preliminares buscavam a causa da queda do avião e, então, surpreenderam-nos com a notícia de que não houve falha da máquina, dessa vez a falha foi do homem, mais uma vez, iludido com as riquezas da matéria atribuiu menos importância à um bem maior, sem o qual sequer é possível gozar dessas riquezas: a vida.

Ficamos tristes, indignados, pois a ausência de abastecimento do veículo, elemento essencial ao seu funcionamento foi o único fator da tragédia. Alguns se indignaram com a falta de responsabilidade do piloto, acostumado a realizar esse tipo de manobra, outros com o tamanho da perda. Mas alguém falou sobre o que isso realmente representou para toda humanidade?

Até onde somos induzidos em nossas vidas pela busca do que é material, além do suficiente para nosso conforto e bem-estar? Quantos de nós nas direções de nossas vidas, de nosso país adotamos manobras arriscadas e matamos pela ação ou omissão? Quantos ainda precisarão dar a vida, quantas lágrimas serão necessárias para lavar a nossa visão?

O comportamento humano tem se desenvolvido de inúmeras maneiras, inclusive em novas formas de dissimular o comportamento egoísta e ambicioso, a cada dia desenvolvemos novas formas de escondermos nossos reais interesses escusos em prejuízo de outros. 

Dizem que quando uma situação se repete demasiadamente em nossas vidas, serve para que possamos analisar com cuidado o que vivemos, pois estamos cometendo algum erro e até que ele se resolva não sairemos dessa etapa...  até quando permaneceremos no erro? 


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